segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A carta

Vocês costumam guardar todos os bilhetes, cartas e cartões que recebem ao longo da vida?
Pois eu, sim!
Logo que me casei, novíssima, fui" obrigada" a jogar fora verdadeiras relíquias que ganhei de amigos que se perderam de mim. Em nome daquele tal de amor eterno. Bom, não foi eterno e ainda fiquei sem minhas cartinhas e postais. Aí resolvi encher minhas caixas de novo com tudo que recebia. Amigos, fãs, colegas de trabalho e familiares. Tenho uma caixa com cartas de minha mãe, outras com de meu irmão, e assim vai. São mais de dez.
Semana passada comecei a mexer em cada uma delas à procura de um bilhete, uma carta escrita à mão, há alguns anos. Comecei a cutucar a onça que existe em mim na quinta-feira, e até ontem à noite não conseguia achar aquela carta. Em compensação encontrei bilhetes, cartões de natal de pessoas que amo tanto e não vejo mais. Por vários motivos. Cada texto mais lindo que o outro. Até os formais são lindos.
Em busca da carta, na madrugada de domingo achei mais um. De natal, de alguém que ficou lá no passado, e recheou um dia a minha vida de flores, alegrias, paciência e carinho. Um cartão formal, de 1984. Fiquei muitas horas pensando( claro não dormi). As palavras em um cartão podem significar muita coisa. Rompimento, mágoa, afeto. Nem sempre demonstram o que você está sentindo por aquela pessoa. E aí, que você divide sua existência em o que gostaria de ter falado e no que não falou. O momento passa, acaba, você perde a oportunidade de pegar o "trem" e seguir viagem para o futuro que queria construir. Tudo em nome da vaidade, do orgulho, de uma dor passageira. Tudo em nome do medo de não ser aceito.
Ficou então apenas o cartão. E na memoria, a história de duas vidas que tomaram rumos diferentes, que construiram mundos diferentes, e que não mais conseguem se achar.
Levo meu baú para onde for. Pelo menos ele vai enfeitar minha velhice solitária.
Quanto à carta, vou continuar a procurá-la. Na certeza que ela poderá aplacar a saudade de um tempo que terminou. Um tempo onde o compromisso entre duas pessoas era apenas com a vida um do outro. E com mais ninguém.

8 comentários:

a vizinha curiosa disse...

ihhh... que carta é essa ?????????

Eliane disse...

Me lembro que uma vez, recebi uma carta de um amigo e guardei.
Queria achá-la, mas sinto que sumiu.
Na verdade fui remexer meu baú. Isto foi mais improtante que tudo. Remexer. Semana de exames é assim. Recordações para distrair. Gostou do texto?

Rosana disse...

uauuuuuuuuuuuuuuuu, to curiosa, eu e A VIZINHA, rs,sr,rs,rs,sr, quer q te ajude a procurar???
Vamos achar logooooooo e se eu achar vc me conta os "segredinhos" dela??/rs,sr,rs,sr,rs,sr...
Esta carta com certeza VALE OURO, rs,rs,rs,sr,sr,sr, também tenho as minhas mas por enquanto vão continuar no baú atéeeeeeeee...

Eliane disse...

SEGREDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Bom, não é mais. Amigo gente, amigo. Olha a queimação!!!!!
V. estão formando um par.

Paulo Eduardo disse...

rs,rs,até eu fiquei curioso!

Afiadíssima disse...

Não entendo vocês, nunca ninguém recebeu uma carta? Nunca ninguém quis reler algo que não prestou muita atenção no momento?
Ué gente, então vocês não tem história.
sorry, hoje estou meia afiada.
bjbjbjbjbj

elizabeth disse...

Li, vc deixou todo mundo curioso, ache logo essa carta, e depois nos fale o que de especial há nela.

dnpgkyo

ELIANE VERDADE disse...

Já falo já.
A carta era um pedido, um desabafo de uma história que não tinha mão dupla. Ou melhor tinha, mas estava envolvida em muitas caraminholas.
Aí, cada um seguiu seu rumo.
Há alguns anos eu peguei nela. Li reli e guardei.Não sei onde. Mas era uma linda carta. Gostaria de ler e entender melhor a minha decisão, os meus porquês. enfim, coisas da vida? Respondido?
Claro que não.As vizinhas vão querer mais.
Histórias guardadas no coração.
Você não tem uma?