quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Em algum lugar além do arco iris...



Não sei se estou errada. Mas não estou sentindo a mesma euforia dos outros anos nesta expectativa de virada e começo de ano. Eu sei que na hora exata a turma se anima, os fogos explodem e os abraços são distribuídos generosamente. Mas penso que o tempo tem passado rápido demais, a vida anda voando e não estamos nem acreditando que 2010 está aí na nossa frente. Outro dia mesmo estávamos comemorando a entrada em 2000, lembram? Mas aqui estamos, graças graças, entre desejos renovados, votos de felicidade, esperança que tudo seja melhor. A verdade é que nós sabemos que o ponteiro do relógio não significa que de um minuto para outro tudo vai ser diferente. A essência da virada é a possibilidade de criar uma nova rotina, um novo sonho, organizar melhor nossos projetos. Cada ano nos reserva surpresas boas e más. E desafios. E despertam novos desejos, reaquecem antigos também. Já estou com a minha lista do que quero fazer nas mãos. E vou rezar para que os acontecimentos novos marquem de forma gentil e inesquecível este novo ano. O ano de 2010.
E tudo que desejo é que todas as lágrimas que sejam derramadas daqui pra frente sejam de novas descobertas, de emoção, de felicidade, de vitória, de amor e paixão. Porque como diz a letra de uma das mais belas músicas já escritas na história " em algum lugar além do arco-iris, bem lá no alto, os sonhos que você sonhou uma vez em um conto de ninar vão se tornar realidade. E é neste lugar, que ao acordar, os problemas derreterão como balas de limão e que acima dos topos das chaminés o arco iris estará lá esperando por nós."
Eu estou vendo a vida florescer de novo para mim. E também para vocês.
Em algum lugar...over the rainbow.
Feliz Ano Novo meus amigos do dia a dia. Feliz 2010! ATÉ O ANO QUE VEM!

http://www.youtube.com/watch?v=0ltAGuuru7Q
Ouçam, ouçam Somewhere over the rainbow na voz mágica do havaiano Israel kamakawiwo "IZ"

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A blusa amassada


Interessante esta vida. Tem interesses que vão vem e vão. Aconteceu no Natal de 2008. Comprei uma blusinha nova para usar no dia 24 de dezembro. Nas férias rápidas daquele ano. Usei a blusa e na volta tive a certeza que tinha colocado ela na mala. Quando comecei a desfazer a bagagem não achei mais a peça de roupa. Procurei e nada. Passei parte de 2009 encafifada. Sou tão organizada , como fui perder minha blusa nova? Não me conformei.
Agora de volta do meu curto recesso, começo de novo a desarrumar a mala. De repente vi um compartimento pequeno e abri. O que foi que eu encontrei? A tal blusa. Encolhida, amassadinha, bem dobrada. Um ano depois. Um ano depois vi que tinha sobrevivido sem ela. Uma blusa que eu tanto quis, não tinha mais a menor importância para mim. E a vida não é assim? A gente não é assim? Interesses que vão e vem. Perdi muito tempo com uma tolice.
Bom dia queridos. Desfiz uma mala e começo hoje a arrumar outra. Com o que é necessário, importante e imprescindível para viver. Ano novo a caminho.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Faça tudo valer a pena

Tem épocas da vida que a gente volta depressa. De uma só vez. E tem outras, que o bom é chegar devagarinho. E é assim que vou encerrando os trabalhos por aqui em 2009 e recomeçando novos em 2010: devagarinho. Sem pressa. Aguardando os meus blogueiros de férias e recebendo os novos com uma grande alegria. E haja mensagens, haja desejos, haja votos e mais votos. Época de emoção. Contidas e extravasadas. Entre as muitas mensagens que tenho recebido -todas lindas e especiais - uma deixo hoje aqui. Ela se encaixa para os novos rumos que vamos tomar e viver em 2010.

"Seja o tipo de mulher( ou homem) que, quando seus pés tocam o chão a cada manhã, o inimigo fala -"oh droga, ela(ele) acordou!!"

A vida é muito curta para acordar com arrependimentos.
Ame as pessoas que te tratam bem.
Ame, também, àqueles que não só porque você pode.
Acredite que tudo acontece por uma razão.
Se tiver uma segunda chance, agarre com as duas mãos.
Se isso mudar sua vida, deixe acontecer.
Beije devagar.
Perdoe rápido.
Deus nunca disse que a vida seria fácil.

Ele simplesmente prometeu que valeria a pena."

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Aos blogueiros mais divertidos do planeta: Feliz Natal!


Tantas coisas nesta vida me emocionam. Tantas. As pequenas,as grandes, os gestos, os muitos tempos de Natal que já vivi. Em tantos lugares do mundo, no meu canto, no meu refúgio e nos meus sonhos. Bom viver mais este Natal. O Natal de 2009.
Eu precisava vir aqui no nosso Blog para desejar a todos um Natal mágico, de fé e de lindos presentes. Que o menino Jesus olhe para cada um de nós com carinho, misericórdia e renove nossas esperanças. No ser humano e na vida.
Feliz Natal meus amigos!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Os guerreiros precisam descansar


Este ano peguei minha vida com as unhas. Peguei cada segundo. A cada tapa, a cada notícia, a cada descaso fui ao fundo do poço e voltei. Enfrentei tratamentos difíceis, uma cirurgia inesperada, uma notícia surpreendente e uma decepção. Viajei, lancei "Atraídos pelo amor" no Rio e em São Paulo, participei de todos os "socis" com agulha sem agulha, com remédio sem remédio. Trabalhei. Muito. Participei dos debates populares de dois grandes amigos, em duas emissoras de radio. Passei longas horas nos consultórios dos craques, nas máquinas de ressonâncias, nas tomografias e fiz amizade com os profissionais de um grande laboratório, tamanha a minha assiduidade. Consertei a cabecinha a cada derrubada da vida e de uns e outros. E escrevi. Escrevi todos os dias neste espaço nosso. Intensamente. E vocês não me deixaram um só dia. E isto me fêz escrever mais, pensar mais, sonhar mais e viver mais este tempo de festas. Finalizei meu terceiro livro, já nas mãos de minha editora.
Por isto e muito mais preciso de um descanso. Todos nós precisamos. Vocês e eu. Então decidi "dar um break". Vamos a um pequeno intervalo. Estarei por aqui fora do horário convencional da manhã. Descansar, relaxar, energizar para de novo pegar a vida com as unhas. Afinal todos os guerreiros precisam de uma trégua. Todos nós. Postem, conversem, brinquem entre si, porque vou adorar.
Convido todos também para dar um passeio nos Blogs que acompanho e que me dão o maior apoio: o Passavante, o Blog do Gelcio, Os filmes que passam pela minha cabeça, o Blog da Leila Cordeiro, Do Guto Graça, 1 Minuto, Marcio G, Panis Cum Ovum, blogdoradiocarioca e o Presente do Presente.
Aproveito também para deixar os nomes de algumas livrarias onde vocês podem encontrar meus livros. Afinal é tempo de compras e de festas.
Em São Paulo: Saraiva e Siciliano, Higianópolis, Leitura Dinâmica em Vila Teresinha, Matos Miguel Editora na Avenida da Liberdade 655, Sociedade Pelotense de Assistência e Cultura, no Centro em Pelotas. No Rio, Letras Expressões, Argumento , Saraiva, Livraria Eldorado na Tijuca e também no interior do Estado do Rio. A lista é grande. Então deixo o telefone da Editora Hama para contato e o endereço eletrônico para que vocês possam indicar: www.hamaeditora.com.br/elianefurtado Falar com Carol ou Luana. 21.41312112.
Ah, e querem saber de uma boa notícia? Breve também estaremos no ar com o meu "hot site " totalmente reformulado. Porque aqui é assim. Estamos sempre mudando, renovando, caindo e levantando. E não é assim que tem ser? Ufa.
Beijos e abraços.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Eu virei tia em 18 de dezembro


Tem gente que desteta ser chamada de tia. Esta palavra "carinhosa" que começa na creche passa pela educação fundamental e acaba virando mania nacional entre todas as crianças. Os meninos de rua então...adoram. Pensam que nos chamando assim, de tias e tios, é mais fácil conseguir alguma coisa de nós. Alguns"tios" hoje já reagem veementemente a esta expressão quando ouvem. E depois, basta você passar dos vinte e cinco anos e começa: tia pra cá, tio pra lá. Uma chateação. Quem não tem filhos então vira tia para o resto da vida. De todo mundo.
Me tornei tia muito cedo. Por causa da diferença de idade com meu irmão. E além de tia ganhei função extra importante: ser madrinha. Levei à sério este papel. Era um tal de buscar na escola, levar na praia, tomar um pouquinho de conta. Isto aconteceu com a mais velha das sobrinhas. Sempre fui presente. Os de coração foram criados juntinhos de mim e muito apegados. Se não fiz mais ou não estive mais grudada é porque sobrinhos tem um probleminha: tem pais ksksskskkskss. Mas sempre achei legal ser tia. Das de sangue e daquelas que escolhi para ser, crianças com quem tenho ligação afetiva forte com os pais delas.
Ser tia é maravilhoso também porque não padece no paraíso. Só está ali para momentos deliciosos. Bem, alguns com saia justa também. Mas faz parte.
Tive tias maravilhosas: Magda, Elvira, Odila, Mathilde. E Evelyn, que está linda e viva com mais de noventa anos. Talvez por isto quero ser sempre uma tia legal. Mais do que legal, parceira.
Pais deixam vários tipos de herança. E tia deixa lembranças de boas conversas, bons momentos vividos e claro, alguns cacarecos familiares ksksksksk. Sinto que minha maior herança para elas, minhas sobrinhas, será minha história de luta, garra, determinação frente aos inesperados que a vida nos coloca. E a alegria e a felicidade de viver de qualquer forma. E enfrentar tudo com dignidade.
Elas já estão eternizadas nas minhas memórias, nos meus livros.
Há muito tempo, em um 18 de dezembro, eu virei tia. De verdade. Deve ser uma emoção mesmo se tornar mãe. Mas tia...nem conto para vocês como é. Alguém aí entende do que estou falando aí?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Estamos vivos porque desejamos!


É muito difícil se despedir. De um lugar, de um momento agradável, de um trabalho que chega ao fim. Mas, mais dificil ainda é se despedir de alguém para sempre com serenidade. E a gente mesmo se deixar partir.
Eu não conhecia o trabalho da enfermaria de cuidados paliativos do Hospital Público Estadual de São Paulo. Passei a viver as histórias que por lá passam através do texto da ótima jornalista xará Eliane Brum. A enfermaria é um lugar onde cuidar é mais importante do que curar, segundo ela. Lá, os doentes com poucas chances de cura são acompanhados por profissionais da saúde com uma convicção diferente da difundida pela prática médica tradicional. Eles acreditam que seu papel é amenizar os sintomas, escutar muito, cuidar das feridas invisíveis para que os pacientes possam viver intensamente, até o fim. Naquela enfermaria, " a vida não é nem abreviada, nem prolongada por tratamentos dolorosos e invasivos. Cada paciente é visto como a pessoa singular que é, e sua história é tão determinante na hora de tomar as decisões quanto os aspectos médicos." Não se morre sedado ou amarrado a tubos e fios, como acontece por aí, onde os pacientes são retirados da vida antes de se despedirem de quem amam. Claro que estou falando dos pacientes crônicos.
Esta semana o programa Profissão Repórter da TV Globo mostrou o trabalho dos profissionais desta enfermaria, que dá dignidade a quem cumpriu sua missão por aqui. O que é comovente neste lugar é ver como este tabu chamado morte é encarado: com a naturalidade que não queremos ou gostamos de enxergar. Não vejo nada demais falar sobre isto. E aviso aos navegantes que não estou nem um pouco deprê ou triste como às vêzes me perguntam. Muito pelo contrário. Acredito é que temos que conhecer tudo que acontece por aí e lidar com situações limites. Isto nos torna menos egoístas, mais humanos e valoriza mais nossos desejos, nossos sonhos. Especialmente às vésperas do final de um ano. Porque como diz Eliane Brum, "Não estamos vivos porque respiramos. Estamos vivos porque desejamos. E estaremos vivos enquanto desejarmos. Um pão de queijo, o calor do sol sobre o rosto, a voz de um filho, o amor de uma moça bonita." Vejam que linda história se passou na enfermaria do Hospital em São Paulo. Vejam como nossos desejos nos mantém vivos.
Uma ótima quinta-feira. A história pode ter um "Q" de divertida. Mas é profunda, linda e comovente!

Por Eliane Brum, "Aconteceu na semana passada. Ele tem 84 anos e está morrendo de câncer. A auxiliar de enfermagem do serviço de cuidados paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual, em São Paulo, entrou no quarto para trocar sua fralda. Ele não permitiu. Ela insistiu. Precisava trocar a fralda, dar banho, fazer a higiene. De onde ele tirava forças para reagir com tanta veemência? O dele era um não profundo. Quando ela tentou mais uma vez, quase bateu nela. Ninguém tocaria nas suas fraldas. Foi uma confusão. Até que a verdade se revelou. Na fralda, ele guardava os mil reais da aposentadoria. Doze andares abaixo, no saguão, uma moça de 25 anos tentava subir para uma visita especial. Há algum tempo ela o ajudava com os afazeres domésticos, por assim dizer, duas vezes por semana. Nunca antes na história do Brasil alguém escondeu dinheiro nas partes íntimas por uma causa legal. E tão inspiradora. "

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Não se esqueçam de diminuir o volume


Quanto mais vivo ( graças a Deus), mais escuto histórias hilárias. Bem a primeira é muito constrangedora. E a segunda muito engraçada. Já ouviram falar da "Sindrome de Exicitação Sexual Persistente?" É uma doença que você sente um desejo sexual incontrolável. Este é o problemão da americana Joleen Baughman, de 39 anos, que após um acidente de carro em 2007, fica excitada pelo menor movimento. Ela diz que não aguenta mais a sensação e não pode nem se curvar que o calor começa. Que situação da moça, que é casada e tem dois filhos. A notícia não diz se esta doença tem cura, mas vou pesquisar com minha amiga Sandra Baptista, terapeuta sexual.
Agora a história de Caroline Cartwright eu já imagino que vai ser um dos temas do debate de hoje no programa do Roberto Canázio na Radio Globo. A história foi publicada no jornal britânico "The Sun." Caroline Cartwright, uma jovem( nem tanto) inglesa cheia de hormônios desobedeceu uma ordem da justiça britância para não fazer sexo escandalosamente. A decisão veio depois de centenas de reclamações de vizinhos e pessoas que passam perto da casa do casal Cartwright ( será que eles são descendentes de Bonanza, lembram?). Caroline apelou da decisão que a proibia de ser escandalosa alegando ser "impotente" ("powerless", no original) de se controlar durante o, digamos, ato romântico. Segundo sua defesa, restringir seu direito de se expressar durante o ato é uma violação dos seus direitos humanos. Mas os vizinhos alegam que ela não"se expressa", ela "se esgoela feito doida."
Já imaginaram a cena?!
Como diz meu querido Ancelmo Goes, colunista de primeiríssima, " deve ser chato viver em um país assim..." Onde as notícias são deste quilate.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

E lá vem o ano do Tigre: imprevisível e próspero!


Acordei rindo de mim mesma. Costumo dar uma espiadinha em horóscopos de jornais e na internet todos os dias. Ontem enviei um texto para minha prima taurina( como eu)que precisava ouvir boas palavras. Depois fui ler o horóscopo em outro jornal e não batia. Cada um tinha uma profecia diferente. Ela então me perguntou o que dizia o outro? E eu sei lá?! Final de ano só fico com as boas previsões.Ksksksk. Chega de sofrimento. kskskksks. Então abrindo a série boas previsões para 2010, vamos lá. Este será o ano do tigre e por isto terá as características do animal: de velocidade e rebeldia, o que faz de 2010 um ano positivo principalmente na área financeira. Agora atenção turma. Segundo as previsões, também deve ser um ano propício para casamentos, principalmente para quem é do signo de cavalo e de cabra. Shii, dancei! De acordo com a astróloga Érica Pooman, o ano também promete novidades na área da saúde ( êbaaaaaaaaaaaa), podendo acontecer descobertas importantes que auxiliarão em tratamentos.(êebaaaaaaaaaaa). Outros astrólogos dizem ainda que é um ano imprevísivel. Mas eu nem quis ler a frase seguinte.
Bem, enquanto o ano novo chinês não começa, vou dar uma olhada em outras previsões. Depois eu conto, tá?! Para os que não sabem, o ano chinês só começa em 14 de fevereiro, às 10h51.
Então um bom dia e parabéns aos tigres que nasceram em 1998, 1986, 1974, 1962,1950,1938,1926,1914.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Você tem a chave



Este tempo de festas é curioso. E sabem porquê? Todo o ano é a mesma coisa. A gente aproveita a época para refletir nas mudanças que queremos dar, que poderíamos dar, e que por vêzes não conseguimos dar. Dezembro vem sempre agregado a sonhos de mudança. No próximo ano vou fazer isto ou aquilo. Vou tirar projetos da gaveta. Desta vez eu vou fazer aquela viagem. E quanto mais o final do ano se aproxima, mais você crê que será capaz de promover mudanças. Não precisa ser daquelas grandes, mas uma pequenininha já lhe dá uma sensação de que você é muito capaz.
Ficamos muito admirados quando uma pessoa consegue mudar totalmente a vida, realizar um sonho ou se aventurar um pouco. Tanto faz se no campo pessoal ou profissional. Este mês cheira a recomeço para todos: loucos , corajosos ou idealistas. De uma forma mais forte do que os outros meses do ano.
Eu sempre soube que posso mudar em qualquer dia do ano. Mas é em dezembro que alinhavo todos os meus desejos e planos em uma folha de papel, para que no decorrer dos próximos dias possa ir ou não executando-os um a um. Dezembro é apenas o "start" para ver o que será possível ou não realizar a partir de janeiro.
Nem sempre as circunstâncias permitem as mudanças. Elas têm um peso enorme em nossas decisões. E também é preciso estar pronto emocionalmente. Esta sim é a chave das mudanças: o emocional.
Hoje é segunda-feira, 14 de dezembro. Meu coração foi passear em Paris. Chique né? É que pela primeira vez desde a infância, minha parceira amiga desde os quatro anos de idade, não vai passar o aniversário comigo. Às vêzes é preciso criar o espaço entre as tais circunstâncias, abrir a porta interna de sua mente e seguir. Sem olhar para trás. Afinal a chave que está nas suas mãos serve para isto. Bon jour mes amis!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Na mesa, já começou o Natal.



Existe época do ano que a gente come mais do que Dezembro? Acho que só em festa de criança. Fui fazer compras no supermercado e vi o festival de opções nas pratelerias. Não sei do que gosto mais. Tâmaras, damascos, cerejas, presunto, panetone, rabanadas. Ah rabanadas. Lá em casa tínhamos dois tipos sempre na mesa: à moda brasileira e à moda árabe. Não sei porque não vendem alguns produtos de natal o ano todo, como é o caso do bacalhau. A orgia gastrônomica não espera o inicio das festas. Já começou. Pelo menos aqui em casa. Mas este excesso também enjôa. Sempre tudo a mesma coisa. A mesma coisa, mas ninguém deixa de fazer o tal peru assado no dia 24! Para romper o tédio, é preciso inovar. Tenho umas amigas que estão preparando quitutes deliciosos e receitas caseiras. Todas maravilhosas. Bolos de natal, biscoitos de amendôas, tortas geladas. Elas fazem de tudo e eu estou adorando a novidades, porque acabo ganhando presentes. Pessoal prendado este. Este ano não vou a nenhuma ceia, por isto preparo meu estoque particular de quitutes. Só não sei como vou encarar depois, o Flávio Cure com sua balança precisa. Mas ninguém é de ferro. Muito menos em dezembro. E vou contar um segredo: preparei um presuntinho com molho para este final de semana...hummm. Um beijo para todos, divirtam-se e tirem o olho aí das minhas rabanadas e dos biscoitinhos da Liz. Dos deuses.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A elegância dos gestos, palavras e da solidariedade









Oláaa. Próximos que estamos do final do ano, já começaram as previsões. Dois mil e dez pode ser o ano mais quente desde que começaram os registros das temperaturas, em 1850, segundo previsões apresentadas de um centro de estudos britânico. Apesar dos temporais, dezembro está quente mesmo. A temperatura vem subindo em cada setor. Sobem os impostos, a insatisfação com os políticos, e a cada dia a gente acorda com o impacto de uma notícia surpreendente. Outro dia mesmo estávamos aqui falando sobre etiqueta e elegância. Nada como acordar em uma sexta-feira e dar de cara com uma pesquisa de um jornal carioca que mostra que 66 por cento da população do país não deu a mínima para o palavrão proferido em um discurso no Maranhão pelo líder da Nação. Falar palavrão não é nada. Curioso é constatar que brasileiro está cada vez mais bonzinho. Prefiro não comentar. Vou deixar hoje aqui um texto da escritora Martha Medeiros: elegância. Super apropriado para o dia de hoje. Nossos líderes deveriam ler com atenção ou ter ido ao Bazar da Barra onde não faltou classe!
"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detecta-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detecta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detecta-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso... É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.
É elegante a gentileza... Atitudes gentis, falam mais que mil imagens. Abrir a porta para alguém... é muito elegante. Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante. Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação, mas tentar imita-la é improdutiva. A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

As fotos são do Bazar que aconteceu na Barra, esta semana, em prol das crianças com câncer, aids e paralisia. Uma tarde onde cada gesto, cada atitude teve um "Q" de elegância.
As fotos: com a turma do Colégio Assunção, com a sortuda estudante de medicina Vanessa, que ganhou dois livros - "Sentença e Atraídos ." E esta escritora com editora de marketing da Hama, a Renata. Isto sim que é Gigante. Deixou todos os lordes no chinelo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sonhar em preto é branco ou colorido?



Você sonha em preto e branco ou colorido? Era comum na adolescência a gente perguntar isto para as amigas. Tem gente que não sonha ou não lembra nada do que sonhou ao acordar. Eu, além de sonhar colorido sempre, ainda lembro de tudinho. Um martírio. Às vêzes. Mesmo quando o sonho é bom, é claro que é um martírio, porque eu acordo e vejo que não posso tocar naquela fantasia. Mas sinto, ah sinto mesmo. É bom sonhar com algumas pessoas que já se foram. Eu gosto. Mato um pouco a saudade. Bom sonhar com aqueles que não vemos mais e ainda vivem por aqui. Às vêzes. Sonho bom dá leveza à alma. Sonho ruim assusta e queremos logo que o psicanalista interprete. Mas o sonho sempre é um mistério. Pelo menos para quem sonha, porque ninguém gosta muito de aceitar os argumentos científicos. Prefere mergulhar na fantasia. Deixar que os sentidos fiquem entorpecidos, que os laços que unem o corpo e a alma fiquem bem afrouxados. Mesmo que às vêzes seja perigoso. Afinal se você fica no limiar do sonho, quando acorda pode cair do cavalo.
Melhor é pegar o sonho de verdade. Aquele feito com farinha de trigo, manteiga, ovos e um creme delicioso. Acompanhado com um café bem quentinho faz você despertar de vez.
Bom dia amigos. E um alô especial a todos aqueles que participaram da tarde beneficente ontem na Barra da Tijuca. Logo logo vocês verão as fotos. Foi emocionante. Um beijo e obrigada.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A decisão


"...É preciso coragem para deixar esta vida...eu não quero envelhecer...estou cansada, cansada de cabeça! Não agüento mais pensar, pagar contas, resolver problemas... Vocês dirão: Todos vivem!!! Mas eu decidi que posso parar com isso!" Estas são algumas das frases contidas na carta deixada pela atriz Leila Lopes, que no último dia 2 foi encontrada morta em sua casa aos 50 anos. Simplesmente ela desistiu. Viver não é fácil mesmo. Ainda mais quando você vive uma história de adulações e mimos e de uma hora pra outra tudo muda.
Ontem eu e minha amiga falávamos sobre isto em meio aos sucos de graviola e cachorros quentes de forno. Não dá para viver de glórias passadas. Elas existiram para nos dar alegria e impulsionar o presente. Não é qualquer pessoa que passa pelo tempo com equilíbrio e discernimento e reiventando os prazeres e objetivos. Realmente dá um cansaço enorme pagar contas e enfrentar a vida. Insistir na vida é uma decisão ousada. Ando tão cansada( será final de ano?ksksksk) que não tenho nenhum vontade de viajar, prática minha habitual toda temporada de festas. A luta em 2009 foi tão árdua, que parece que não encontro forças nem para me divertir. Minha família vai rir ao ler esta frase e minha cunhada vai falar:-"Você não pára. Imagina se não estivesse cansada?!" Mas estou. Dois mil e nove foi mais um ano de luta pela sobrevivência. E foi um ano de lições e dor emocional intensa. Mas acabou. Dois mil e nove acabou. E eu não estou cansada de pagar contas. Contas? Dívidas! Não estou cansada para enfrentar uma nova batalha. E muito menos, amar. Estou arrumando a casa, as finanças e a cabeça para receber 2010. E cansada ou não, hoje decido a minha viagem. Mas antes disso lá vou eu viver o Bazar da Barra, ver minhas queridas, ajudar às crianças doentes e encontrar minha editora. Ansiosa para saber o que ela achou do meu terceiro livro.
Meu desejo hoje é que nesta quarta-feira todos renovem suas forças. Mais uma vez.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Etiquetas não podem ser quebradas. Ou podem?



Bom dia blogueiros, torcida organizada, visitantes ocultos. Hoje, terça-feira, 8, dia de Nossa Senhora da Conceição. Dia também de se preparar para o Bazar que acontece amanhã aqui no Rio, em prol das crianças com câncer, paralisia cerebral e HIV, na Barra da Tijuca. Meus livros vão estar lá para quem quiser comprar. Vou também, em breve, colocar aqui, a relação de algumas livrarias em todo o país onde vocês podem encontrar "Atraídos pelo amor" e "Sentença ou renovação." Pensaram em algum presente de Natal? Comprem meus livros. Divulguem. Acho que recomendar, pedir e divulgar não quebra nenhuma regra de etiqueta.
Estava lendo um email de uma amiga onde ela fala que não se deve quebrar algumas normas especialmente nestes tempos de festas. Esta história de etiqueta já foi muito mais levada à sério. Agora, o pessoal quebra qualquer tipo de regra. Mas o que é etiqueta? Nada mais é do que a soma de boas maneiras, palavras, bons costumes, saber falar e se portar de forma correta. O ser humano precisa de certas regras básicas de convivência para viver bem em sociedade. Parece que hoje em dia a população e os vândalos do futebol não ligam muito para o assunto. Estas regrinhas devem servir para somar e não comandar a nossa vida. Neste tempo de festas, a gente é colocada à prova o tempo todo com estas regras: presentes, convites, maratona familiar, ceias e mais ceias. O que fazer? Bom se você tem medo de chester e não quer gastar muito dinheiro com presentes, faça o seguinte: some, desaparece, se esconde, viaje e só volte no dia 2 de janeiro. Mas antes contribua com o Bazar das crianças e compre meus livros ksksskskkssk.
Pronto, quebrei a etiqueta.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Vamos escalar a montanha para alcançar felicidade


Bom dia. Segunda-feira com gosto de vitória para uns e derrota para outros. Mas só no futebol. Porque derrota é uma palavra que joga a gente no chão para não se levantar o resto da semana. Então vamos usar a expressão "um dia da caça e outro do caçador." E viva o Flu, que fêz uma campanha linda, e que tem jogadores guerreiros como eu.
É interessante como a vitória traz o sentimento de felicidade. Quando as necessidades ou desejos de uma pessoa são realizados, ela sente felicidade, mas a simples realização dos desejos não pode sustentar este sentimento de felicidade. É importante entender que ninguém é continuamente feliz. E que campeões não serão campeões para sempre. Os momentos ruins existem nesta vida. Fases ruins, aquelas que nos sentimos derrotados internamente. Uma época de frustrações. Dizem que nada dura para sempre. Nem a felicidade. Não sei, depende muito como você encara a felicidade. Viver a vida plenamente, por exemplo, é a essência da própria felicidade. O conceito "de ser feliz" varia de pessoa para pessoa. Gosto muito de como a religião Budista explica a felicidade:
"escalar um pico escarpado infligiria uma dor insuportável a uma pessoa comum, mas pode proporcionar um prazer inesquecível a um alpinista. Quanto mais alto, escarpado e difícil for o penhasco, maior a alegria e satisfação de desafiá-lo e conquistá-lo. As dificuldades na vida são como uma montanha escarpada. Se a pessoa encontra a felicidade apenas no conforto, evitará muito do que vale à pena na vida."
Os desafios não podem ser evitados, nem as dificuldades. Temos que transformar cada um em felicidade com o desenvolvimento de sua própria força vital. Superar o sofrimento em vez de fugir dele é uma atitude criativa de desafio e coragem, e é essa atitude que leva à felicidade absoluta. Então vamos a eles, aos desafios!

domingo, 6 de dezembro de 2009

O último biscoito do pacote


Estava lendo uma entrevista da atriz Betty Lago onde ela diz que a gente pensa que é imortal. E acha mesmo não é? Minha terapeuta já afirma que o adiamento de planos é uma forma que todos nós temos de esticar "-em mente-" a nossa vida. - "Em 2011 vou fazer aquele curso." E "em 2015 faço aquela viagem, porque em 2010 tenho que fazer outra coisa..." e por aí vai. E aí não faz é nada, porque a vida muda. Ah se muda. Mas a gente não só se acha imortal, mas muitas vêzes "se acha" em muitas coisas. "Se acha " jovem demais, "se acha gostosa ou gostoso demais", "se acha bom demais para este (a) ou aquele(a)." E aí arruma depois cada bomba!
Tem coisa mais chata que mulher que "se acha o tempo todo ?" E homem que pensa que é" o rei da cocada" só porque uma mulher insiste nele? Acha que ela vai ficar esperando, choramingo anos pela "peça rara." Estes seres "que se acham" acreditam que a situação vai perdurar. Vai ser eterna. É ruiiiêmmm! Teve uma época na minha vida que "eu me achava também" mas nunca pensei que eu fosse "o último biscoito do pacote." Boazinha esta não é? A grande maioria pensa que é "o último biscoito do pacote." Só que nunca é. A fila anda.
Ainda bem.
Bem, depois dos eventos desse sábado, o jeito hoje é curar a ressaca. E aturar a turma do vermelhinho e preto, que vai lotar o Maracanã. Bom domingo amigos!

sábado, 5 de dezembro de 2009

"Dai-me um apoio e levantarei o mundo!"








O Rio de Janeiro hoje vai ferver. É que por aqui cinco grandes eventos vão tirar de casa cerca de meio milhão de pessoas neste sábado e domingo. Ou melhor, seis! Só no bairro da Lagoa estão sendo esperadas 200 mil pessoas para a inauguração da Árvore de Natal, que já se tornou uma espécie de pré reveillon. E tem ainda futebol, Enem, e o ir e vir da turma que passeia mesmo no finde.
Mas é o sexto evento, o qual vou participar hoje, que, sem dúvida, vai sacudir um hotel no bairro do Flamengo. Pena que nem todas vão poder participar. É a festa de Natal do grupo do colégio Assunção, onde estudei durante quatro divertidos anos da minha vida.
Ao longo deste 2009, durante esta luta que travo sem tréguas pela minha saúde, recebi muito apoio destas "garotas." Apoio que chegou de várias maneiras, de variadas formas e de vários lados. Nunca participei de encontro grande com elas. Sempre de pequenos grupos. Mas hoje vou agradecer pessoalmente esta energia e este carinho. Aquelas que não vão estar lá, quero que saibam que também carrego no meu coração agradecido.
Que o sábado seja só de alegrias, diversão, perdão, amor e congraçamento.
E minha frase do dia, hoje, é em homenagem a todos os meus amigos e visitantes aqui do Blog. E para cada Papai Noel do Assunção: "meninas", professores e madres, que não entraram na minha vida por acaso.
"Dai-me um ponto de apoio e levantarei o mundo." Arquimedes

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Calma: dá para sair da fria e do cano!


Você já entrou em uma fria? Daquelas que você sai congelada e imóvel? E quando sai. Porque às vêzes você leva horas, dias, anos ou a vida toda para sair de uma. Nossa, eu já entrei em várias. Inúmeras, para falar a verdade. Já fui refém no Xingu, já fiquei presa em um apagão no complexo Penitenciário da Frei Caneca no Rio( que nem existe mais), já entrei em briga sem ter nada a ver com caso, enfim nem dá para inumerar as frias ou os canos que já entrei. Uma fria sem tamanho foi subir o morro da Urca, no Rio, para registrar um acidente de um monomotor, às oito da noite, e procurar sobreviventes para ser a primeira a registrar para a TV. Subi com minha equipe de reportagem e os bombeiros. A galera de outros veículos decidiu que ia atrás, porque eu não poderia ser a única a fazer aquelas imagens. Os bombeiros andam no escuro que nem cobra. E são rápidos que nem tigres. O assistente de camera foi iluminando o caminho. Mas a certa altura, a bateria da iluminação pifou. Pifou! Encurtando: uma noite inteira sentada debaixo de chuva aguardando o resgate e um monte de colegas(sem muita personalidade) apavorados. Ah tempo bom que entrar em fria só dependia da ajuda dos bombeiros .Ksksksksksk. As piores frias, na minha opinião, são aquelas arapucas que a gente cai sabendo que é gelada. Na vida pessoal. Mas você não consegue evitar. Tem também "as frias" do destino, que temos que enfrentar com dignidade. Mas fico me perguntando, se a gente já vive "em um mato sem cachorro", porque mergulhamos de cabeça em geladas?! Só pode mesmo ser karma como dizem meus amigos espiritualizados. Ksksksksk. Se não for, coragem companheiros, o jeito é "não fazer tempestade em copo d´água", "por as barbas de molho", "não perder as estribeiras" e muito menos "chorar pelo leite derramado." Mais cedo ou mais tarde, o gelo derrete e o cano cede.
Se você puder me ajudar a sair de alguns canos e outras geladas, por favor, compre "Atraídos pelo amor", "Sentença ou Renovação" e presenteie neste Natal. E quem é do Rio, prepare-se porque vem aí o melhor bazar da cidade: em prol das crianças com HIV, paralisia cerebral e câncer. Meus livros vão estar lá.
Neste final de semana darei todas as dicas. Hoje é sexta, mas já comecei a curtir o finde desde ontem!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A diferença do vínculo e do compromisso


Qual a diferença de compromisso para vínculo? Nos últimos dias tenho visto uma pessoa muito próxima de mim sofrer por amor. Até aí nenhuma novidade. Todo mundo sofre ou já sofreu um dia. Esta pessoa que amo sofre porque a outra parte não quer se compromissar, apesar de gostar. Conheço muitos casos assim. Tenho certeza que vocês também.
Ontem conversei com minha terapeuta sobre o amor, o compromisso e o vínculo. E ela me lembrou que se comprometer exige estar envolvido com a vida do outro, os altos, os baixos, os projetos e as decepções. Custa caro se comprometer. Exige muito de lado a lado. Fiquei pensando nisso. Deve ser por isso que hoje em dia muita gente tem medo de compromisso. Pensar em si próprio dá menos trabalho. Já o vínculo não! Apesar de ser mais forte que o compromisso, o vínculo é mais genuíno, mais intenso. E é livre! Será mesmo?! Mas porque que a maioria das pessoas precisa de um compromisso para tocar a vida? Amor, domínio, carência, vontade de estar junto todos os dias? O compromisso deveria ser uma consequência do vínculo, e não o contrário. Mas o que fazer se quase todos tem medo em se comprometer? Será que a frase que ouvi um dia de alguém é a que todos devem adotar?
- "Calcinhas e cuecas agora comigo só no chão." Tradução: compromisso de novo? Jamais!"
Como ter um vínculo sem querer se comprometer com o outro? Compromisso dá trabalho mesmo, é chato. Porque se comprometer é estar com o outro em todos os momentos é se colocar no lugar dele o tempo todo e entender e viver os altos e baixos do dia a dia. Mas é também dividir vitórias, risadas, desejos, carinhos e carícias e ser recebido com afagos e mimo.
O vínculo pode ser invisível, livre, mas no fundo é muito mais pesado, porque a gente não consegue nunca se livrar dele. O compromisso sim. Pode ser desfeito, renovado na hora que um dos dois decidir.
Nossa quanta filosofia para uma quinta-feira. Isto é que dá fazer análise...

A frase do dia é de um dos mais importantes juristas do Brasil: Roberto Lira. Não tem nada a ver com compromisso ou com vínculo.
"O amor em sua essência jamais pode ser levado às barras dos tribunais. Mas a paixão sim!"
Bom dia filósofos do Blog. Já estamos estudando uma forma de escurecer as letrinhas para facilitar a leitura.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Renovar para viver


Em alguns momentos da vida é preciso mais que coragem. A palavra superação que uso, muito antes de virar moda, fica às vêzes pequena diante de tantos episódios que vivemos. É o susto nos faz ficar parados, perplexos, estagnados. E a preguiça. Nestes momentos só existe uma outra palavra, que gosto de colocar em ação dentro de mim: renovação. Quando tudo não anda lá como a gente imaginou, sonhou, quis, investiu, o jeito é renovar. Tudo. E assim dar um gás na vida, em novos projetos, amores e criar uma nova perspectiva. De sobrevivência. Ou melhor, de viver ainda melhor.
Sou como a águia. Aliás somos todos. Aquela da história que circula há tempos entre nós. Aquela ave que possui a maior longevidade da espécie e chega a viver 70 anos. Mas para chegar a esta idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. Sobreviver. Sim, porque naquele momento ela só tem duas alternativas: morrer ou enfrentar o doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias. A águia tem sorte. Porque alguns processos de renovação duram muito mais que 150 dias.
Jogar velhas penas fora é preciso. E como diz a história, "em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação."
Sem dúvida, para continuar a voar e alcançar vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes, tradições que nos causaram dor e velhos métodos. Sem recordar o passado, temos obrigação de aproveitar a chance valiosa que uma renovação sempre traz.
Há muito eu já devia esta renovação para todos os blogueiros e visitantes. Estamos ainda ajustando detalhes. Em momentos de desafios, nada mais legal que poder injetar ânimo, se cercar de pessoas queridas e divertidas e ter a certeza que é da renovação que virá a força para enfrentar o cotidiano.
Vamos aproveitar este final de ano e renovar tudo! E depois, claro, recomeçar.
Um beijo e um bom dia!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Estamos no último mês de 2009

Vamos falar de dezembro, último mês de 2009. Mês de encontros, de almoços, das festas, confraternizações, das listas, dos amigos ocultos, dos convites para a noite de Natal, para o almoço do dia, ufa. Estou pensando em passar uns dias em um retiro. Este mês cansa. Mas antes vou escrever minha cartinha a Papai Noel. Ah o meu pedido...
Eu recebia sempre uma carta de Papai Noel no dia de Natal com várias chatas recomendações. Descobri que o velhinho simpático não existia (será que não existe mesmo?) quando vi que a letra da carta que eu recebia dele era igual a da minha mãe. Aí comecei a fazer meus pedidos diretos para "esperta" mamãe.
De qualquer modo, já circulam pela internet vários pedidos para ele. Leiam este aí:
"Papai Noel, este ano você levou o meu cantor preferido: Michael Jackson. Levou também a minha atriz preferida: Farrah Fawcett...Quero lembrar a você que o meu político preferido é o presidente!"
Agora, a gente pode fazer piada, mas intruso não pode não! O ator Robin Willians perdeu a linha, caiu no mau gosto e foi mal educado e deselegante em um programa de entrevista americano. Ele insultou os brasileiros afirmando que "o Brasil mandou 50 strippers e meio quilo de pó para ganhar a chance de sediar os jogos olimpicos no Rio." Willians, o engraçadinho, já passou por duas clínicas de desintoxicação por causa do vício em cocaína.
Hoje coloquei ele na minha lista negra, aquela que não vai para Papai Noel. Vai para outro lugar.
Bom dia.
Hoje é dia Mundial de Luta contra a Aids. Cuidem-se para viver muiiiiiiiiitos dezembros.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vamos fazer do limão, uma limonada!



E lá vamos nós começar a semana. Final de ano, as pessoas ficam mais agitadas, correm para cumprir metas e deixar tudo arrumadinho para umas férias rápidas ou para curtir as festas do final de ano. Os planos saem da cabeça e da gaveta e começam a tomar forma. O ator Michael J. Fox tinha também um montão de planos quando cismado com um tremor em um dos dedos da mão procurou um médico. Aí os planos mudaram. Recebeu um diagnóstico estarrecedor e teve que subsituir projetos. Isso aconteceu há dezoito anos. Hoje, aos 48 anos, ele afirma em entrevista à revista Veja, que nunca deixou que a doença de Parkinson o vencesse. Facinho facinho não foi, concordam? Até cair a ficha...Mas é bom sempre acordar em uma segunda-feira e ver que tem gente que consegue fazer de um limão, uma limonada. E lá vamos nós. Não se esqueçam de colocar pedrinhas de gelo na de vocês, porque o calor continua.
"Tento ver possibilidades em todas as circunstâncias. Para tudo o que nos é tirado, algo de grande valor nos é oferecido. Quando estive no México, há alguns anos, um guia me mostrou uma árvore da qual escorria um líquido vermelho e disse para não tocá-la de jeito nenhum, pois a substância poderia causar queimaduras. Um pouco mais à frente, deparamos com outra árvore, da qual escorria um líquido preto. O fluido, disse o guia, curava queimaduras. Assim é a vida. Para tudo o que queima, há algo que cura."

domingo, 29 de novembro de 2009

Bom Dia!


Bom dia, bom dia, bom dia. Assim que meu amigo Haroldo de Andrade Junior começa o programa dele nas manhãs domingo na Super Radio Tupi. Hoje ele está de volta das férias e nós, colaboradores, vibrando com a alegria de estarmos juntos de novo.
Bom estar junto de quem gostamos tanto. Isto nos dá força e garra para posseguir. Vivemos hoje o último domingo do mês de novembro. Agora vai começar o balanço de 2009. Invevitável não fazer. Final de ano é tempo de pensar no que foi proveitoso e no que não foi. O que valeu e o que não valeu. O que queremos preservar nos próximos meses e na virada. E o que queremos descartar.
Esta turma da Tupi, o programa do Haroldo, foi uma benção de incentivo na minha vida.E a frase mais legal que ouvi neste final de semana foi: -"E você é de desistir? Nunca vi você deixar de enfrentar nada!"
E esta coragem me trouxe a novos horizontes em 2009 e caminhos novos, como participar do programa do Haroldinho.
Bom dia, bom dia, bom dia!

sábado, 28 de novembro de 2009

A transparência


Sempre que escrevo algo reflexivo no blog, alguns amigos correm e me ligam perguntando:-"O que não vai bem?" Nem sempre os textos refletem exatamente o meu estado de espírito. Nem sempre. O Blog é de textos variados. Ora reflete meu humor, minha felicidade, a de meus amigos, a da vida cotidiana, das pessoas e universo que me rodeiam. Ora a inspiração vem do nada. Mas reconheço que sou uma pessoa transparente e que tenho limites para usar alguns disfarces, e às vêzes o meu dia a dia se reflete aqui.
Ser transparente é o mesmo que ser uma pessoa sincera que não tem medo de mostrar o que é, o que pensa e de que forma gosta de viver a vida. É sentir todas as sensações de peito aberto, de braços erguidos ao céu, de rir e chorar sem constrangimentos. Não é nada bom ser transparente. Eu acho. A exposição é imensa. Mas por outro lado, a sensação de leveza é extraordinária. Deve ser difícil viver disfarçado o tempo todo. Eu não aguentaria.
Um ótimo sábado para todos. Límpido, delicioso, de paz, de amigos e de leveza!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A casa ao lado




Tenho observado dia após dia o desmoronamento aqui ao lado da última casa de minha rua. As marretas não param e operários -sem nenhum comprometimento com os sentimentos e as histórias que por ali passaram -atacam telhados, tijolos e paredes levando ao chão décadas de construção e ideais. Hoje ao amanhecer peguei um encarregado olhando o monte de destroços no chão. Pela janela dos fundos vi seu olhar perdido. Ele toma conta da casa há tempos.
A casa ao lado foi construída por uma professora inglesa, solteira, que dedicou sua vida à educação: Miss Coney. Ao morrer bem velhinha, deixou escrito que a casa passaria a ser patrimônio dos padres dominicanos que moram ao lado. Deveria ser sempre um colégio e ninguém poderia vender. Durante décadas foi uma escolhinha. Eu estudei ali. Minhas amigas estudaram ali. Era chamada de Jardim da Vovózinha. As gerações de crianças e padres passaram. E os novos freis arrendaram para um grupo que não pagou taxas e impostos. Conclusão: as dívidas foram se acumulando e os padres -sem condições- foram obrigados a vender. Vá lá entender o que se passa nas leis brasileiras.
A notícia estarrecedora é que ali será um edifício garagem. Pobre Miss Coney. Pobre bairro charmoso. Pobres moradores. A casa poderia se transformar em um centro cultural de referência, hotel escola para as comunidades e gerar mão de obra especializada...Mas qual empresário se preocupa com isto?
Olhando pela janela dos fundos, a escolhinha onde estudei no chão, penso que esta história se parece com muitas e que na vida tudo se desmorona um dia. De repente vira tudo um monte de entulhos. Cabe a cada um de nós recolher o lixo, limpar a área e recomeçar a construir. Agora, mais que reconstruir, é preciso saber preservar a história em meio aos destroços.
NOTINHAS:
Antes do meu bom dia quero contar para vocês que tem uma Ong se formando em São Paulo chamada BENDIZER . Ela apoia paciente crônicos e neste momento precisa de ajuda. Quem quiser colaborar entre no Blog O Presente do Presente da parceiríssima Rosário Sampaio.
E mais: o Inca informa que estudo recente mostra que 1 em cada 4 pessoas com câncer tem histórico de tabagismo.
E por fim, o aviso lá das Minas Gerais, da Renata Vitor -diretora de uma clínica Oncológica em Betim. Hoje é dia Nacional da Luta contra o Câncer. O cartaz está aí no alto.
O Blog não está ficando chique? Serviço de utilidade pública.
E agora sim, o meu BOM DIA vigoroso e com aquela vontade enorme de reconstruir a cada minuto, e sempre varrendo os destroços.

Nas fotos - A casa desmoronando.
E a campanha de alerta pela prevenção e pela saúde.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ter afinidade é muito raro


Bom dia, bom dia. Estava pensando nas afinidades que sentimos por algumas pessoas ao longo da vida. Leram bem? Algumas. Afinidade é algo estranho. Não é todo mundo que "se encaixa" com nosso jeitinho, não é? Tem gente que faz tudo para nos agradar e" não desce pela garganta." Outras tantas é como passe de mágica. Hoje com esta história de internet, temos afinidades virtuais também. Me surpreendo com algumas pessoas que conheci em outras épocas e tinha mil afinidades, e de repente, descrubo que não tem nada mais a ver. E outras parece que o tempo não passou. Quem definiu muito bem o que é a afinidade foi o escritor e jornalista Artur da Távola. O texto é longo, mas uma delícia. Embora tenha uns trechos que nem concordo muito. Mas no geral ele se afina com meus pensamentos. Julguem vocês e comentem.
"A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real.Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade. Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber.É mais calar do que falar. Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar. Afinidade é jamais sentir por.Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar. Só entra em relação rica e saudável com o outro,quem aceita para poder questionar.Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra. A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.Independente dele. A quilômetros de distância.Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos. Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,com irmãos do não vivido? A afinidade é singular, discreta e independente,porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas nem pelas pessoas que as tem.
Por prescindir do tempo e ser a ele superior,a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente. Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes. Sensível é a afinidade.É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau, porque o que define a afinidade é a sua existência também depois. Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir restituir o clima afetivo de antes, é alguém com quem a afinidade foi temporária. E afinidade real não é temporária. É supratemporal. Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta, ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas, plantios de resultado diverso. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças, é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, quantos das impossibilidades vividas. Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou, sem lamentar o tempo da separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,para que a maturação comum pudesse se dar.E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado."

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Chega no mercado a pílula mágica para mulheres


Olá, bom dia. A notícia não é nova, mas ainda não colocamos aqui em votação e discussão: vem aí o Viagra especialmente feminino. Os médicos já anunciaram que o novo medicamento está em fase experimental. E garatiram que ele pode aumentar o desejo sexual em mulheres. Não estou falando do gel e nem de outras artimanhas não. É pilula mágica mesmo! A novidade vem lá da França e foi anunciada na reunião da Sociedade Européia de Medicina Sexual. Achei super interessante a notícia. Agora não tem mais desculpa para o marido: dor de cabeça, cansaço, culpar filhos, a vida...Marido agora vai dizer: toma o remedinho. E aí? Quero só ver. Porque mulher é fogo. Às vêzes não tem cansaço nenhum. O problema é que não aguenta mais o sujeito. Kskksksks Por outro lado, os homens estão fritos. Vocês já imaginaram eles darem conta das travessuras da rua e depois fazer o dever de casa? E se todos resolverem tomar o remédio no mesmo dia? Vai ser muito engraçado. Se um dia vocês souberem de um caso destes, não esqueçam de me contar! ksksksksksk
Mas por enquanto, todo mundo pode ficar tranquilo. O Viagra feminino ainda não tem data para chegar ao Brasil. Mas sei que tem gente, amiga do farmacéutico, que já pediu para ser avisada quando a bolinha mágica chegar.
Eu como ainda não preciso disso ksksksksk...
Uma quarta-feira de pílulas de magia e alegria.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A fonte de energia


Não sei nem como começar o blog hoje. O calor insuportável não nos deixa dormir, muito menos os pensamentos . Os apagões cada vez mais frequentes mostram que teremos nos próximos meses uma infinidade de problemas. E como suportar os problemas? Tem jeito não. É preciso suportar. Não dá para passar por cima de nada, fingir que não estamos nem aí e que tudo está a mil maravilhas. Nesta época tudo fica mais quente: os temperamentos, as dúvidas, os relacionamentos e o trabalho. Como disse uma amiga ontem:-" está com a cabeça quente? Enfia dentro do ar condicionado que passa." Mas com apagão, cadê o ar? Estão mandando agora a gente desligar todos os aparelhos. Até ferro de passar. Economia de energia. E agora? Mas lamento informar que economizar energia não posso não. É ela o meu combustível para me manter de pé e esquentando minhas turbinas de coragem, garra e determinação. Desligar os motores internos e os aparelhos da casa podem resultar na economia de estresse e diminuir a conta de luz. Mas se desligamos nossa fonte particular, aí sim ficamos totalmente sem luz. Aquela que nos joga pra frente. Hoje vou ficar bem ligada.
Um bom dia turma energética.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Tintin por tintin


Sempre tentamos encontrar explicação para tudo. Sempre. Quase nunca deixamos a vida nos levar. Necessitamos entender, explicar, justificar todas as situações que vivemos e os sentimentos que invadem nossa alma e destrinchar os nossos pensamentos. Nos desgastamos, sofremos e na maioria das vêzes, tudo permanece sem explicação. Não conseguimos relaxar e aceitar os acontecimentos. Queremos a lógica de tudo, todos os porquês. Queremos provas, sempre provas. Por exemplo, porque sentimos afeição por esta ou aquela pessoa? Porque sentimos atração por alguém que todos acham que não é lá grande coisa? Porque gostamos de determinados lugares e nos sentimos tão bem? As religiões tem explicações. Mas nem sempre aceitamos de bom grado as teorias que elas constroem.
Eu estava limpando tudo outro dia, rasgando apostilas, papéis, quando uma carta que eu procurava há tempos, caiu na minha mão sem mais nem menos. Fiquei meses vasculhando tudo e nada. E assim, de repente, ela surgiu de dentro de uma agenda antiga. Sem explicação. Em um momento interessante do meu pensamento. Porque não antes? Encontrar o papel naquele exato momento, naquele dia... Tem explicação? A vida acontece, os desejos se realizam, quando você menos espera.
Bom dia, segunda-feira, começando tudo de novo.
Frase do dia é de poeta Drummond:

"Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis."

sábado, 21 de novembro de 2009

Eu tenho bons vizinhos e vocês?


Oi pessoal, resolvi dormir um pouco mais e perdi a hora. Estava pensando neste finde em criar o dia do vizinho. Tem dia de Zumbi, de São Jorge, de Sogra, de Criança, de Pai, de Mãe e não tem dia de vizinho? Minha amiguinha que trabalha dia e noite quer o dia da escrava branca. Estou nesta também. Puxa vida! Tantas homenagens. Hoje lendo um grande jornal fiquei preocupada, porque tem gente perguntando se vão inventar um dia para o presidente que está no poder. Será para ele ou para os moluscos? ksksksks Enfim, tem que ter dia de vizinho.
Eu tenho os melhores do mundo. Desde da infância. Primeiro foi Dilkinha e Ricardo, porta a porta com o apto de minha mãe. Amizade sincera e que dura firme até hoje. E vieram tantos outros. Não tenho o que reclamar. No Rio, meus vizinhos moram em São Paulo e só aparecem de vez em quando no bairro charmoso. Do outro lado da rua, a vizinhança é de alto nível e me cerca de mimos. Bem às vêzes apanho com chineladas de amor e carinho. Em Petrópolis sou cercada de amigas de infância. Um espetáculo. Agora, difícil às vêzes é harmonizar os empregados de ambos os lados. Mas isto não é nada, quando a amizade é indissolúvel.
Então, vamos relevar relevar não é turma?!
Um bom sábado, um domingo quente de felicidade .

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Só vale gritar pelos nossos direitos


Dizem que sou da geração do grito na televisão. Aquela geração que os chefes gritavam alto e a adrenalina era necessária para colocar todos em movimento antes do jornal ir ao ar. Acho que quem falou isto para mim, tinha razão. Me lembro de minha mãe dando uns gritinhos comigo quase sempre. Gritar é um hábito horrível. E eu aprendi a controlar há muito tempo. Mas de vez em quando, escorrego. Na verdade a gente só deve gritar mesmo pelos nossos direitos. Aí sim, nossa voz deve ser ouvida. Mas fora isto, não é nada saudável. Especialmente no amor. O amor não merece gritos e chiliques.
Hoje é feriado em 217 cidades de 11 estados brasileiros: dia da consciência negra. Um dia especial para minha sobrinha de coração Bettina, que é mulata, e teve o visto dela negado pela embaixada dos Estados Unidos para ir à Disney. Os pais, brancos, colocaram a boca no mundo. E agora, lá vai Bettina se encontrar com Mickey, Pateta e Branca de Neve na próxima semana. De vez enquanto é preciso gritar mesmo! Menos no amor, menos no amor. Bem, no caso de Bettina, o grito foi por amor e justiça.
Um bom dia para quem trabalha, um bom feriado para os demais. Deixo um texto lindo de Ghandi para distrair vocês e um aviso: eu volto, mas sem hora marcada. Um grande beijo.

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? - Questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não gritam.
Falam suavemente.
E por quê?
Porque seus corações estão muito perto.
A distância entre elas é pequena.
Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.
Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta"


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Admiração e orgulho seguem na direção do amor



Conheci uma senhorinha que sempre me dizia que para se apaixonar por alguém é preciso sentir pela pessoa, admiração. Muita admiração. É este sentimento que segura o amor, contava ela, quando o sentimento se desgasta e é massacrado por problemas variados da vida e pelo tempo. Ela sempre insistia no tema.
Conversando com uma de minhas amigas preferidas, ouvi novamente esta palavra: admiração. E mais, orgulho. Para se apaixonar por alguém, segundo ela, é preciso sentir orgulho e admiração pelo ser amado. Ambas estão certas. E vale para homens e mulheres. Quando vemos casais muito tempo juntos, me recordo da sábia senhora. E aí vem a velha pergunta: porque este casal está há tanto tempo junto? Admiração, penso eu. De um pelo outro, ou de apenas um só. Mas este sentimento segura a relação. A amiga, psicóloga minha nas horas vagas, lembrou que no caso do homem, esta admiração passa pela questão profissional. Vamos à explicação: um homem realizado, bem sucedido é mais seguro e pronto para fazer uma mulher feliz. As mulheres gostam de se sentir seguras. Mas na minha opinião mais que a questão profissional, este homem tem que se sentir seguro diante da vida, precisa ter inteligência emocional, ter maturidade para amar, arriscar, ganhar ou perder. Homens mal resolvidos, que não buscam ajuda, são homens infantis em suas relações, que não querem melhorar, que não fazem a mínima questão desta ou daquela mulher. Vivem na sedução, pela sedução e só. Não inspiram admiração.
E o que será que os homens precisam sentir por suas mulheres ou amores? A mesma coisa. As duas palavras - orgulho e admiração - caminham juntas para um e para o outro. O sentimento de admiração nos põe em movimento e vale também para todas as relações. Quando a admiração acaba, acaba a amizade, acaba o respeito, acaba a vontade de tudo. Acaba o amor.
Bom dia amigos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Preparam-se: as listas de natal invadem o país e o seu bolso!



Está aberta a temporada de "caixinhas" e donativos para as listas de natal. Que ma-ra-vi-lha! Quem me alertou foi a Janaína da lojinha de sucos perto do meu trabalho. Com aquele sorriso simpático foi logo me avisando outro dia:
-"Tudo bem Eliane? Já viu nossa caixinha?"
-"Não."
-"Está ali !"
-"Vamos aguardar o pagamento do final do mês?"
-"Está ótimo!"
Ótimo, eu pensei?! Ótimo nada. Fiquei até com medo de voltar para casa e ver na portaria aquele caderno com capa e cara de Papai Noel escrito bem grande: lista de natal. Aliás vai começar o melhor mês do ano para se pedir tudo aos porteiros. Farta distribuição de sorrisos, pegam compras da mão da gente, abrem porta de carro, elevador, e os mais engraçadinhos ainda tentam agradar com elogios:
-"Ouvi a senhora na rádio. Estava ótima." Simpatia absoluta e com tempo de duração limite: janeiro de 2010. É, tem listas que ficam ali olhando para gente até depois que as festas terminam.
Bem se fossem só duas listas tudo bem. Mas tem os carteiros, garis, verdureiros, a turma do balcão da padaria, o moço que vende côco, a galera da video locadora, da sorveteria, bombeiro, pintor e os garçons dos bares e restaurantes do bairro. Já fizeram as contas? Sempre achei que tínhamos que ter um décimo quarto salário só para atender listas de natal.
A barra mais pesada fica por conta da lista do prédio mesmo. Já reparam que tem uns gaiatos que abrem a lista com R$ 2000 ou 3000 reais? Isto me cheira a combinação entre síndico, porteiro e o engraçadinho para puxar a lista. Explicação: são muitos empregados!
Enfim, o Blog não pode ficar fora desta. Também vai abrir sua listinha. Não posso perder esta boquinha. Afinal prestei um ótimo serviço durante o ano, de diversão absoluta e marcando presença todos os dias até do C.T.I. ksksksksk Não concordam? Só não sei se abro uma caixa postal, se dou o número da minha conta ou nomeio um laranja. Se a idéia não for pra frente, só tem um jeito: vou arrumar minhas malas e sumir no mês de dezembro. Volto só depois das festas. Mas não se preocupem, de onde estiver mando notícias. Claro que sem caixinha, os textos serão mais reduzidos, poucas fotos. ksksksksksksks
Um bom dia meus queridinhos, visitantes e olheiros. E deixo um conselho para todos : salve-se quem puder! Ninguém escapa das listas de natal.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O tempo


O tempo cura as feridas? O tempo apaga as lembranças e as dores vividas? Dizem que sim. Pelo menos na maioria dos casos. Não sei se em alguns momentos, o tempo ameniza a decepção e enterra de vez pesadelos vividos. Não sei se ele é um aliado. Ou se é um remédio para todos os males. Pode até ser que ele seja mesmo o senhor da razão, o mais sábio dos conselheiros. Mas sempre acabamos por desperdiça-lo. E quando isto acontece, esquecemos que ele não volta. Bom dia!

"Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos. Por fim o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha. Pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza, em um lindo barco. O Amor disse: - Riqueza, leve-me com você.
- Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você. Ele pediu ajuda a Vaidade, que também vinha passando. - Vaidade, por favor, me ajude.
- Não posso te ajudar, Amor, você esta todo molhado e poderia estragar meu barco novo. Então, o amor pediu ajuda a Tristeza. - Tristeza, leve-me com você.
- Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha. Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la.
Já desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar: - Vem Amor, eu levo você! Era um velhinho. O Amor ficou tão feliz que esqueceu-se de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a Sabedoria. - Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui? A Sabedoria respondeu:- Era o Tempo! - O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe? - Porque só o Tempo é capaz de entender o "AMOR".

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ser cafona é ser feliz!



Segunda feira de chuva no Rio. Às vêzes as situações da vida são cordas esticadas, "oito ou oitenta." Uma hora está tudo bem, na outra, lá vem o estouro da boiada.
A semana toda que passou, a midia se ocupou de duas manchetes bem diferentes: do apagão e da estudante de São Paulo, a já "famosa" Geisy Arruda. Notícias bem diversas. Por causa do vestido rosa( e dos coxões), a garota levantou os instintos primitivos de estudantes da universidade onde estuda. Esta história ainda me cheira mal. Não posso acreditar que o tumulto tenha sido por causa disso. As provocações de ambos os lados já devem vir de longe, muito longe. Enfim este não é o ponto. O ponto é que aquele vestidinho era ou não era cafona? Mas o que é ser cafona?
Que atire a primeira pedra quem nunca sofreu por amor ao som de uma música bem melosa, comprou um souvenir de gosto duvidoso em uma viagem, combinou uma roupinha de forma curiosa?! Esta história de ser cafona atrai. Na cidade fluminense de Três Rios, o baile anual do cafona é um dos mais concorridos e vem gente de vários estados para participar. Nesse dia, a galera aproveita e solta seu lado cafonérrimo. Será que a cultura cafona está no código genético do brasileiro?
A socialite Carmem Mayrink Veiga diz que entre uma bolsa falsificada e uma legítima, a diferença está em quem usa. Uma de minhas louras amigas garante que chique é ser cafona. Outra assídua blogueira garante que nesse domingo, um dos melhores shoppings do Rio parecia um lugar dos horrorres de tanta cafonice. O calor e o o verão inspiram não é?! ksksksksksk
No fundo, de cafona nós todos temos um pouco. Assumir, no entanto, esbarra na questão de classes. Hoje em dia fica cada vez mais difícil dizer o que é de bom ou de mau gosto. E depois do episódio e da fama da estudante Geisy, está na hora de comprar um vestidinho rosa.
Bom dia Blog chique, de homens e mulheres sofisticados.