sábado, 23 de agosto de 2008

Os dias de chuva para quem sabe aproveitar

Os dias de chuva foram feitos para: dormir, sonhar, acordar, ler, escrever, ver um bom filme, rezar, cantar...
Os dias de chuva foram feitos para falar com uma amiga querida, trocar confidências, tomar um bom café com pãozinho quente na padaria, beber chá, comer pão de queijo, broa de fubá.
Os dias de chuva foram feitos para sonhar vendo um bom show do Barry.
Os dias de chuva foram feitos para conversar um pouquinho na internet, e depois esquecer do mundo e ficar olhando para o teto.
Vocês lembram de mais alguma coisa?
Ah, está bem, está bem...os dias de chuva foram feitos para abraços, beijos, matar a saudade.
Foram feitos para trocar carinhos, afetos.
Foram feitos para amar, do jeito que for.
Foram feitos para viver no aconchego de braços fortes, e feitos sob medida para ficar em casa aproveitando o nada.

4 comentários:

Anônimo disse...

Lili, os dias de chuva me fazem pensar mais, me recolher. Se ela vier acompanhada de frio, melhor ainda. Quando fui com a Cris ao hospital para o começo do tratamento, chovia sem parar. Dificil isso acontecer em Sta Barbara, sempre coberta de sol. Mas aquele era um dia especial. Me lembro que não dormi a noite toda, rolando de um lado pro outro com um medo horrível de quando a manhã chegasse e a gente tinha que levantar. Choveu muito a madrugada toda e eu rezava pra alagar tudo, árvores caírem, apagar a luz da cidade. Mas que nada. E ela nos perseguiu aquele dia todo.. Lembro da primeira gota na veia da Cris e outras, outras . La fora tbém a chuva aumentava e batia na nossa janela. Foi um turbilhão de água pra todo lado. Na veia, na janela e nos nossos rostos. Vc não imagina a solidão que eu senti ali sem ninguém do lado. À noite a chuva foi passando e quando voltamos pra casa ela já caía bem fraquinha. O dia seguinte amanheceu lindo, cheio de sol, anunciando que tudo tinha passado.

Eliane disse...

Ai que lindo e emocionante depoimento, minha querida vizinha.
Vale um texto esta semana.
Como o desconhecido nos traz insegurança, como o inesperado nos confronta com a dor, e como ficamos de mãos algemadas diante de fatalidades.
eu imagino, eu entendo, eu sei o tamanho desta solidão e deste susto, prefiro chamar assim.
Uma vez você disse que nunca mais ia me deixar sozinha.
Presta atenção: nem eu vou deixar você. Nem Cris.
Presta atenção de novo. Não tenho correntes. Posso ir com você para onde quiser, no momento que for preciso. Não há distância, dinheiro, e ninguém que me impeça. E vou, feliz, sabendo que estarei com vocês.
Mas o sol está aí...se firmando. Aos poucos.

Eliane disse...

...pior que estou chorando.
Hoje você que me pegou hem...
reticências pra gente rir um pouco

a vizinha disse...

A intenção não era fazer vc chorar. Já chega ! Mas daquele dia de chuva eu vou me lembrar pra sempre... reticências ...