terça-feira, 12 de agosto de 2008

Aprendendo a viver

Recebi esta maravilha da minha queridíssima Paulinha Sant'ana, filha do amigo inesquecível Marcelo Reis, um dos melhores chefes que tive ao longo de minha carreira
É um trecho da entrevista de Maya Angelou, poeta, escritora, ativista de direitos civis, e historiadora. Ela também é atriz, dançarina, e cantora, atuou na peça de Jean Genet, "The Blacks", e no aclamado seriado, "Roots". Angelou hoje é professora de história na Carolina do Norte.
Ela que tem mais de setenta anos, respondeu assim a pergunta que Oprah fêz sobre a velhice:
-Como você se sente diante da velhice?
Resposta: animada.
Comentando as mudanças no corpo, disse que há muitas, a cada dia. Como os peitos, que estão competindo um com o outro para ver qual chega primeiro à cintura. A platéia riu de chorar.
Uma das grandes vozes do nosso tempo, Maya Angelou é uma mulher simples, direta, cheia de sabedoria... Alguns exemplos:
Aprendi que aconteça o que acontecer, pode até parecer ruim hoje, mas a vida continua e amanhã melhora.
Aprendi que dá para descobrir muita coisa a respeito de uma pessoa observando-se como ela lida com três coisas: dia de chuva, bagagem perdida, luzes de árvore de Natal emboladas.
Aprendi que, independentemente da relação que você tenha com seus pais, vai ter saudade deles quando se forem.
Aprendi que 'ganhar a vida'[making a living] não é o mesmo que 'ter uma vida' [making a life]. Aprendi que a vida às vezes nos oferece uma segunda oportunidade.
Aprendi que a gente não deve viver tentando agarrar tudo pela vida afora; tem que saber abrir mão de algumas coisas.
Aprendi que quando decido alguma coisa com o coração, em geral vem a ser a decisão correta. Aprendi que mesmo quando tenho dores, não tenho que ser um saco.
Aprendi que todo dia a gente deve estender a mão e tocar alguém. As pessoas adoram um abraço apertado, ou mesmo um simples tapinha nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito o que aprender.
Aprendi que as pessoas esquecem o que você diz, esquecem o que você faz, mas não esquecem como você faz com que se sintam.

4 comentários:

Anônimo disse...

Oi Eli,muito lindo e sensível este modo de encarar a vida. Envelhecer, viver, aprender - tudo é uma grande aventura e não adianta ter medo porque vamos ter que enfrentar. Curioso é notar que quando se é (mais!!) jovem temos a pretensão de achar que descobrimos o mundo, que sabemos de tudo, possivelmente que sabemos mais que o mais ancião de todos e só bem + tarde nos damos conta que somos e sempre seremos apenas aprendizes. O que, afinal, é muito bom.
bjos Simone

Eliane disse...

Querida Simone, sabe o que é melhor de tudo? É o que exatamente disse Lance Armstrong, campeão de vida e do Tour de France:
o grande barato da vida é ter orgulho de sua própria história. É ou não é?
b. e ótima quarta

Rosana disse...

Lili, apenas uma palavra: Sensacionallll!!!
beijins
Ro

Eliane disse...

Suspeita, suspeita...porque é fã do blog.
bj